O futuro precisa ser mais seguro

Como a atualização de profissionais já formados pode ser fator fundamental para um futuro mais seguro

A modernização da sociedade e a disseminação da tecnologia levaram as relações pessoais e de trabalho a níveis imprevistos de benefícios, mas também de riscos. A busca por respostas diante das crescentes preocupações com a segurança cibernética de pessoas, empresas, instituições e nações fomenta a criação de normas legais, como a Lei de Proteção de Dados, o Marco Civil da Internet e o recente projeto de um Marco Legal para Aplicação da Inteligência Artifical. Ao mesmo tempo, desenvolvedores empenham-se na definição de padrões técnicos de segurança, no aperfeiçoamento dos sistemas e na oferta de softwares de proteção mais poderosos.

Mas não basta apenas escolher as melhores ferramentas, seguir as orientações sobre segurança ofertadas por movimentos sociais ou recorrer às autoridades. Sobretudo, é preciso que todos nós, adultos responsáveis e aptos a dar bons exemplos, façamos a nossa parte e cumpramos nosso papel. Em síntese, devemos ser profissionais zeloso pela segurança cibernética, seja qual for a área de atuação de cada um, e devemos apresentar bons exemplos para quem ainda está aprendendo a trilhar o seu próprio caminho. Afinal, que mundo estamos deixando para as próximas gerações? O que nós devemos fazer para garantir um futuro mais seguro para os pequenos cidadãos? Nessas questões, andam juntas a formação, a informação e as responsabilidades familiares e sociais. Quando estudamos e aprimoramos os nossos próprios conhecimentos e habilidades em segurança cibernética, obtemos dois resultados: diretamente, transformamos a nossa atividade profissional em um instrumento para um mundo mais seguro e, indiretamente, apresentamos às nossas crianças os exemplos que serão imprescindíveis para que elas possam escolher caminhos cibernéticamente mais seguros ao longo das suas vidas.

O mercado de trabalho já compreendeu a importância do profissional zeloso pela segurança cibernética. Os códigos de ética estabelecidos por muitos Conselhos Profissionais já incorporaram mandamentos nesse sentido.  Na área da saúde, por exemplo, as normas requerem que cada profissional se responsabilize pela decisao de adotar tecnologias digitais. No caso de um médico, ao decidir sobre a utilização de teleconsultas precisa conhecer e se responsabiizar sobre o tráfego por redes de comunicação e pelo armazenamento em computadores de dados sensíveis dos paciantes.

E isso não se aplica apenas à saúde. Um profissional do direito precisa ir além do conhecimento da legislação sobre proteção de dados, ele deve se atualizar frente as inovações digitais e suas repercussões tanto na sociedade quanto na sua atividade profissional. Peticionamento eletrônico, jurimetria e inteligência artificial são hoje uma realidade nos tribunais e nos escritórios e departamentos jurídicos. Dominar os conceitos relacionados à defesa cibernética e à proteção de dados é o que vai assegurar um futuro mais seguro aos operadores do direito, aos seus clientes e familiares e à sociedade como um todo.

Isso também se aplica às engenharias. Naquelas ligadas à computação, robótica e telecomunicações certamente há pleno domínio dos conceitos e práticas da segurança cibernética. Nas demais, como civil, mecânica, produção e outras, é imprescindível que a academia e os profissionais aglutinem às cometências que são próprias de cada especialidade os conhecimentos e práticas inerentes à segurança dos sistemas cibernéticos.

Transações via internet são práticas comuns entre os cidadãos e isso implica diretamente no compartilhamento de informações pessoais importantes. O profissional responsável por definir e implementar processos na indústria e no comércio precisa dominar e aplicar cada vez mais técnicas adequadas a garantir a segurança dos seus usuários. A atualização profissional em defesa cibernética vem ao encontro da necessidade da aplicação das diretrizes da segurança de dados.

São atitudes concretas na busca pela segurança que fazem a diferença, principalmente quando pensamos em como a sociedade se transformou tecnologicamente e as novas gerações estão cada vez mais digitalizadas. Poder fazer a parte que lhe cabe dentro da sua área de atuação pode ser o começo para o caminho da segurança e a Faculdade IBPTECH se empenha na missão de educar quem pode contribuir para o futuro seguro das próximas gerações.

A equipe de professores e tutores do Curso Superior de Tecnologia em Defesa Cibernética, da Faculdade IBPTECH, salienta que a sua missão, enquanto educadores, é contribuir para um futuro mais seguro reconhecendo a sua responsabilidade social de educar e proporcionar os conhecimentos necessários para tanto, porque, de fato, o futuro precisa ser mais seguro.

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